ImprensaUOLOutubro de 2009 Reportagem: Descobrir a vocação é desafio para satisfação no trabalho.Assumir as rédeas da vida profissional não é tarefa das mais fáceis. Com os novos rumos da economia mundial, trazidos pela globalização, o emprego mudou e vive uma dinâmica diferente daquela de 30 anos atrás, sendo a rotatividade da mão-de-obra um dos mecanismos mais utilizados atualmente. Muito tem se falado sobre o que o trabalhador deve fazer para se manter competitivo no mercado, como posturas no ambiente de trabalho e investimentos contínuos em cursos de qualificação. No entanto, também é fundamental o autoconhecimento: descobrir a vocação e aí sim abraçar uma profissão. Esta é a opinião de Alexandre Ribas, especialista em psicologia do trabalho e recursos humanos. Para ele, quando a pessoa se conhece, sabe do que gosta, maior será a qualidade do que faz e o seu comprometimento com o trabalho. “O autoconhecimento faz com que a pessoa não tenha insatisfação e problemas de relacionamento no ambiente de trabalho. As questões burocráticas e salariais até ficam em segundo plano se ela estiver trabalhando no que gosta”, avalia. “É preciso descobrir qual é a sua semente. Para quem nasceu para ser limão, não adianta querer ser laranja”, exemplifica, lembrando que assim muitos dos problemas – como rotatividade, relacionamento e insubordinação do trabalho – podem ser superados. Para ele, o autoconhecimento leva o profissional a descobrir as suas competências. Fica mais fácil investir numa ocupação e escolher os cursos de aperfeiçoamento que realmente valerão e não seguir os ditados pelo mercado. “Quando se sabe o que se quer da vida, é possível traçar estratégias. Em vez de fazer um curso de espanhol, por exemplo, a pessoa pode optar pelo de alemão, porque pode ser a língua estrangeira ideal na empresa onde trabalha ou no setor escolhido para buscar oportunidades”, explica Ribas. Vocação |