Imprensa
Revista Canal RH
Julho de 2010
Reportagem: Presidenciáveis no mercado corporativo.
Por Daniela Lessa, com Heloísa Pereira, Arthur Chioramital e Anderson Silva fotos cia de foto
A vaga de presidente da companhia “Brasil S.A.” está em aberto e três candidatos – Dilma Rousseff, Marina Silva e José Serra – concorrem a essa oportunidade. Todos têm formação universitária e experiência em cargos elevados na gestão pública, nos quais demonstraram suas competências, revelaram suas visões de mundo e exibiram seus estilos de liderança. A carreira que escolheram é política, mas e se o destino tivesse traçado outro rumo para eles? Como os economistas Serra e Dilma e a historiadora Marina se encaixariam no mercado profissional, caso houvessem optado por seguir carreiras corporativas?
Essa foi a questão que motivou o Canal Rh em Revista a reunir especialistas em RH e gestores de empresas privadas para avaliar o perfil de cada presidenciável e indicar para quais postos de alta gerência seriam contratados e em que tipo de empresas seus estilos de liderança seriam mais bem-aproveitados.
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Companhias Tradicionais
Também analisando as inabilidades dos presidenciáveis, o sócio-diretor da Venko Consulting, Alexandre Ribas, observa que todos são identificados como introvertidos pelo DTP e sugere que desenvolvam a sociabilidade, o carisma, a comunicação pró-ativa e a capacidade de persuasão e convencimento. Segundo o consultor, Marina Silva tem um pouco mais de habilidade nesse quesito, mas ainda assim não é suficiente. “Nenhum dos três tem a característica de líder inspirador e carismático, que arrasta multidões”, comenta o consultor.
Para ele, os três também seriam deficitários em empresas muito inovadoras e lançadas para o mercado e se destacariam em companhias mais tradicionais, preferencialmente de produtos. A diferença, novamente, é Marina. Ela iria para companhias de bens de consumo, enquanto Dilma e Serra atuariam melhor em empresas mais técnicas e de produção de produtos para outras empresas.
Sua sugestão para quem quisesse contratar algum dos presidenciáveis é que aproveitasse Dilma em alguma posição de controle, uma vez que ela se destaca dos demais por seu senso de urgência e capacidade de mando. Serra poderia ter sucesso nas áreas de contabilidade, jurídica, técnica e outras em que a produção esteja diretamente envolvida. Marina, mais uma vez, assumiria a Diretoria de Recursos Humanos ou de Relacionamento com Clientes.
Para Ribas, entretanto, o perfil do líder visionário, ousado e corajoso, que sintetiza tudo o que desejamos nem sempre é o ideal. O importante, afirma, é que a pessoa que lidera seja adequada para o posto que ocupa. Na sua avaliação, a questão precisa ser invertida e, primeiro, é preciso saber que rumo a empresa quer seguir, para então definir quem é o melhor líder. “Só assim é possível escolher a pessoa certa para o cargo certo, seja em uma empresa ou um país”, argumenta.
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Esta reportagem considerou apenas os 3 candidatos com maior expressividade nas pesquisas eleitorais
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