ImprensaRevista DireçãoEstamos na era da agilidadeNão é mais o tamanho das empresas que ditará o futuro delas, mais sim sua agilidade e capacidade de adaptação aos ventos do mercado e, sobretudo, o seu nível de inovação. Empresas lerdas ficarão, logicamente, para trás. Estamos numa época onde as mudanças são muito mais velozes do que as enfrentadas por outras gerações. No passado várias gerações viveram sob o mesmo ambiente sócio-econômico. Hoje a situação é bem diferente. A cultura não acompanha a economia.Uma empresa pode ter dois tipos de reação frente ao que está acontecendo: ela pode ser reativa, se acomodando, esperando o concorrente experimentar para ver se esta novidade é realmente boa e produz resultados. O problema é que se esta empresa demorar muito para acordar, pode acabar sendo tarde, e a distância entre ela e os concorrentes fica tão grande, que quando da tempo para fazer alguma mudança ela pode ser muito traumática, como por exemplo uma reengenharia ou downsizing. As empresas familiares geralmente são reativas.
O outro tipo de reação é a proativa: a empresa sai na frente, inovando. Esta postura exige coragem, auto confiança e ousadia de seu comando. Isso é necessário para a empresa ser líder em seu setor, ou para simplesmente se manter competitiva. As empresas que estão neste grupo precisam de pessoas tão inquietas como elas, líderes que sejam ágeis no processo decisório, e comportamentalmente agitados, dotados de elevado senso de urgência, objetividade, empatia e bom senso.
Paralelamente à essa demanda por senso de urgência está a necessidade de um departamento de recursos humanos (talentos humanos ou inteligência humana) igualmente ágil e atualizado. Esta será uma área que, sem dúvida alguma, em poucos anos passará a suprir as presidências das empresas. Hoje estes postos têm sido privilégios dos departamentos de finanças e marketing.
Toda a parte estratégica de uma empresa está ligada ao departamento. de Recursos Humanos. Caso a empresa queira ser líder em faturamento, ela irá precisar de pessoas que adotem a mesma visão e que sejam comercialmente agressivos. Se a empresa deseja ser a primeira em índice de satisfação ao cliente, ela então irá precisar de pessoas que farão com que estes objetivos se tornem realidade. Em suma: qualquer decisão ou plano que seja adotado envolverá as pessoas certas.
A pessoa certa no lugar certo. Empresas ágeis necessitam de colaboradores ágeis. Em um jogo de futebol temos noventa minutos para marcar gols e vencer. Em uma empresa temos o tempo determinado pelo mercado. Se não agirmos rápido o tempo passará, não marcaremos os gols e não poderemos continuar no campeonato; seremos desclassificados, alijados do mercado, as portas fecharão.
De nada adianta acreditarmos no nosso negócio se não fizermos nada, não procurarmos escutar o mercado, prever e planejar ações. Numa empresa, como na vida, há somente uma certeza: a mudança é uma constante e essencial para a sobrevivência. Alexandre Ribas |